Refazendo...
Luiz Maia
Quando a união de um casal começa a dar sinais de desgaste, é natural que as partes peçam um tempo para discutir e refletir sobre a relação.
Creio que seja mesmo necessário recorrer a este saudável expediente, depois do qual o casal já não será o mesmo.
Certamente ambos crescerão e sairão fortalecidos pelo sofrimento, que tem o poder curador e gerador de novas descobertas.
Pior seria seguir mantendo as aparências, adiando decisões, em meio às naturais agressões causadas pelos ressentimentos mútuos.
É comum as pessoas se acomodarem com a companheira ou o companheiro ao lado, como se tudo estivesse bem - e nunca está totalmente bem -, como se não fosse preciso satisfazer sempre as aspirações e perspectivas do outro.
E assim cada qual vai se esquecendo de cuidar das flores de seu jardim, que são o amor e o carinho que um nutre pelo outro, com suas naturais carências e exigências afins.
A acomodação costuma levar à inércia, mergulhando as pessoas numa possível solidão a dois, a pior delas.
É preciso ressaltar que o amor cobra abertamente de todos.
É egoísta muitas vezes.
Nesse ponto a amizade é mais complacente e tolerante. Diante disso, é imprescindível que após a decisão tomada, seja ela qual for, que a solução venha sempre acompanhada da prevalência da amizade entre os dois, num aceno ao bom-senso que deve permear as relações.
E assim, o sentimento que um dia os uniu poderá renascer mais forte e belo como nunca.
Há que se entender de dor para se conhecer a paz.
E a paz não é algo pronto, acabado, estático, precisa sempre ser cuidada e aprimorada para que o seu efeito benéfico possa ter um sabor todo especial.
Sendo assim, percebemos que tais sentimentos, o amor e a amizade, necessitam caminhar sempre juntos, por serem pilares básicos de toda relação harmoniosa.
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