Estranha saudade...
Luiz Maia
Estes versos de ternura são versos meus e teus...
Sozinha, hás de escutá-los sem que ninguém perceba tua alegria...
É
à noite quando eu me sinto mais só. Eu te procuro
e não te encontro em nenhum lugar. Sem que jamais
soubesses, meus pensamentos só buscam a ti. Nem sabes como
essa ausência machuca, como dói não escutar a
quem se ama. Quando reapareces, imitas um cometa com seu brilho
fugaz... Passas deixando um rastro de alegria, e fico sem
compreender essa estranha saudade...
E logo me vem à
mente lembranças da tez suave, dos teus seios desnudos e
desconhecidos para mim. Sinto saudade dos beijos na boca que nunca
trocamos, das carícias em noites de frio que ficaram sempre
para depois...
Como dói essa lembrança!
Diga
que me amas, grita bem alto que o nosso amor não morre. Que
viverá para sempre mesmo nesta nossa infinda saudade. De tanto
que te imaginei posso deslizar minhas mãos por tuas curvas,
por essas ancas sedutoras, por esse corpo que queima em brasa à
procura de minhas mãos... Tu sabes como eu conheço os
teus caminhos, nossas intimidades e gostos afins...
Que
vontade de abraçar-te agora, beijar-te demoradamente e depois
descansar no colo teu. Eu amo este sentimento de intimidade revelado
tantas vezes, e as razões tu já as conhece e nem
precisas me julgar... Esse amor absoluto, decerto exagerado, é
partilhado por nós dois em algum lugar deste mundo...
ooo