Onde Mora Um Mora Outro
Senhor, faça-me lembrar :
diante da injustiça, que a revolta que sinto
é uma arma que uso contra mim mesmo;
diante do olhar que me desaprova,
que o sentimento de culpa
faz com que eu cometa mais erros;
que dando importância a palavras ferinas
eu trago setas afiadas para o meu coração;
que nas dificuldades materiais
a preocupação me afasta da prosperidade;
que se moléstias me acometem,
a lamentação e o desânimo
retardam meu retorno à saúde;
que nos atritos humanos
a raiva e a irritação fecham-me as portas da
paz;
que a exigência excessiva afasta-me da
serenidade
de perceber que todos são como sabem ser;
que a queixa pelas perdas sofridas
bloqueia meu poder de preencher os vazios
deixados;
que a depressão e a tristeza fecham meus olhos
para a beleza da Vida a cada nascer de novo dia;
que o medo do futuro paralisa minhas forças
para agir no momento presente;
que valorizar decepções do passado
faz com que eu despreze as lições que com elas
aprendi;
Senhor
Lembre-me sempre
que tenho a sabedoria à minha disposição
e, além e acima de tudo,
que onde mora o problema também mora a solução
Ir para página principal Voltar "O" Voltar autor Ir para Autores