"Nenhum corpo nasceu para ficar no imobilismo, no pequeno, no que limita.

Como diz W. Reich: "Quando a alma e o corpo se tornam rígidos, todo movimento é penoso. (...) Nenhum cervo, nenhum urso, (...) nenhum pássaro poderia se instalar no imobilismo como fazem os homens."

Ou seja, nascemos para estar em movimento, e tudo o que essa sociedade nos diz é para nos instalar: com casa própria, carro, bens materiais, aguardando ansiosamente a aposentadoria para, finalmente, aproveitar a vida.

Diz-nos Reich que aí reside a doença: a vida é essa, agora, e cabe a nós dançarmos nela, num movimento ininterrupto e constante. Isso é estar vivo."

Do livro "Estações da Vida - Histórias de Solidariedade e Esperança", Arx, 2002

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