"O que realmente temos na promessa do amor incondicional?
Talveza o mais perturbador de todos os medos seja que meu compromisso de amor incondicional seja de certa forma uma negação ou renúncia a mim mesmo, um triste adeus à sensação de identidade pessoal.
Tenho medo de ter de renunciar a meus interesses individuais e gostos pessoais.
Na verdade, se esses medos se concretizassem, não poderia haver relação amorosa de nenhum tipo, porque relacionamento é sinônimo de dois.
Khalil Gibran, em seu livro O profeta, diz que o amor incondicional não deve ser concebido como a transformação de duas ilhas em um continente sólido.
Uma relação amorosa, sugere ele, deve ser como duas ilhas que continuam separadas e distintas, mas cujas praias são banhadas pelas mesmas águas do amor.
Rainer Maria Rilke diz: "O amor consiste nisto: que duas solidões protejam, toquem e saúdem uma a outra".
Uma pessoa pode entregar sua própria identidade a outra por falta de respeito por si mesma ou por necessidade de aprovação, mas nunca é possível fazer isso em nome do verdadeiro amor."
John Powell, SJ, do livro As estações do coração
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