Sociedade utópica
Luiz Maia
Uma amiga, residente na
cidade de Maricá (RJ), resolveu juntar-se a alguns vizinhos e adotar a pracinha
da frente de sua casa. Solidários, eles providenciaram a limpeza do mato,
pintura das pedras que demarcam o jardim e agora cuidam das plantas e fazem a
manutenção da Praça. Essa parceria cuida do que deveria ser obrigação do
poder público. Por outro lado vemos diariamente nos jornais e nos noticiários
da televisão as mais diversas formas de delitos praticados em nosso País. São
irregularidades que acontecem visando obscurecer a tênue esperança em dias
melhores. Se todo o tempo da imprensa fosse destinado a cobrir todos os crimes e
as falcatruas perpetrados contra os cidadãos, ainda assim seria muito pouco.
Fico aqui a imaginar uma sociedade utópica onde as pessoas impusessem a ética
em suas ações cotidianas. Ninguém passaria na frente do outro nas filas,
todos teriam cuidado para não jogar lixo nas ruas, não haveria mais crimes e
roubos. As pessoas de um modo geral se preocupariam em fazer apenas o bem. A
solidariedade seria a tônica entre as pessoas. A partir daí diminuiria
sensivelmente o efetivo policial nas ruas e de fiscais e cobradores. A segurança
seríamos todos nós. As pessoas seriam responsáveis pelo seus atos e o mundo
seria outro. Atitudes como essa, da minha amiga de Maricá, fazem com que eu não
me canse de crer na esperança em ver um Brasil melhor. São gestos assim que vêm
dignificar a espécie humana, além de nos apontar para um futuro mais
promissor.
ooo
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