Promessas, meras promessas
Luiz Maia
As cartas dos leitores aos jornais no Brasil trazem, com frequência, relatos indignados com a atuação da classe política. São depoimentos de quem não anda nada satisfeito com a falta de saneamento básico, precariedade da iluminação pública, deficiente limpeza urbana, ausência de manutenção das vias públicas e pouco verde nas praças, ruas e avenidas. Tantas coisas deixam de ser feitas em decorrência do desvio de verbas do erário, prática comum em muitas administrações públicas, que conta com a conivência de gestores descomprometidos com as necessidades básicas da população.
Creio
que seja mesmo preciso alertar os mais jovens sobre a falta de
desvelo para com o nosso país, por parte das autoridades que
deveriam cuidar dos reais interesses da população e não
o fazem. Antes de se elegerem, não faltam projetos
milaborantes, todos discutidos nas campanhas políticas.
Depois, são esquecidos de vez. Qualquer um tem o direito de
sentir-se enganado com tanta coisa errada que vem ocorrendo sem
que nenhuma providência seja de fato adotada. Corrupção,
impunidade e permissividade fazem parte hoje do vasto cardápio
que nos é mostrado diariamente pelos meios de comunicação.
Uma lástima ter que conviver com tantos desmandos.
Leio
tudo com atenção, mas deixaria como sugestão a
todos que escrevem que ninguém merece tirar a paz das pessoas,
a alegria que elas têm pela vida. A vontade de viver não
pode estar atrelada às artimanhas da política, ao
desempenho da economia ou a coisas que o valham. Nenhum político
pode nem deve inibir o caminhar sereno das pessoas, desde o raiar do
dia até o final da noite. Creio que todos nós podemos
lutar de alguma maneira para ver um país melhor e mais decente
para se viver, desde que não sejamos afetados em nossa saúde,
muito menos no nosso bom humor. Há que se ter tempo para tudo,
sem no entanto no esquecermos de agradecer a Deus pela ventura da
vida. Viver já é para mim um grande milagre. O resto é
coisa de somenos importância.
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