Precário aprendizado
Luiz Maia
Há muitas
pessoas sofrendo por amor. Não só mulheres, mas homens também. Nossos
pais nos educaram à sua maneira. Muitas vezes, de forma equivocada, costumaram
repassar valores inadequados para os novos tempos. Algumas vezes foram omissos,
em outras agiram para reprimir. As mulheres, principalmente, foram
criadas ouvindo muitos “nãos”. No entanto, difícil era ver os pais a conversar
sobre sexualidade, sobre a necessidade que se tem de
desenvolvê-la normalmente com a finalidade de os filhos alcançarem a
felicidade. É muito frustrante dedicar uma vida a algo e terminar por
compreender que não era isso o que gostaríamos de ter vivido. E
quando nos damos conta às vezes é tarde demais. É provável que a
nova geração cometa os mesmos equívocos ocorridos no passado. Tendemos a ser
conservadores na maioria das vezes, mesmo percebendo que os novos casais já
conseguem se livrar de muitas amarras que impediram o crescimento de gerações
inteiras.
Felizmente o século XX foi marcado por mudanças conceituais. Alguns
valores perderam a sua eficácia, enquanto outros passaram a vigorar. A
sociedade moderna aprendeu a questionar, resolveu considerar novos valores no
sentido de melhorar a convivência entre seres humanos. Tabus foram quebrados.
Homens e mulheres adotaram padrões liberais, transformando as relações hipócritas
do passado em saudáveis parcerias. A sociedade conseguiu vitórias importantes
neste período. As mulheres, por exemplo, hoje assumem postos de comando antes só
destinados aos homens. A lei do divórcio foi aprovada e a convivência entre os
casais assumiu novos contornos. Os padrões comportamentais já não obedecem à
rigidez de antes, estando as pessoas mais livres para fazerem o que melhor lhes
convier. Mulheres e homens passaram a compreender a importância de se
exercitar a liberdade, deixando de lado os tropeços e equívocos de outrora.
Talvez esses fatos sirvam de estímulo àqueles que buscam desfrutar
uma relação estável e prazerosa.
ooo
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