Política, ética e meio ambiente
Luiz Maia
Em ano eleitoral, é preciso acompanhar as promessas dos candidatos a cargos eletivos para conhecer o que pensam e o que pretendem fazer em prol da natureza, dos animais, da vida do planeta. Qual é o seu projeto relevante, humanitário, ligado a uma boa causa. Sabe-se que as atitudes humanas beiram a arrogância e a irresponsabilidade ao não respeitar os semelhantes e todas as outras formas de vida. O resultado pode ser avaliado pelos efeitos dos recentes fenômenos naturais, no Brasil e em várias partes do mundo, que provocaram morte e destruição, por enchentes, nevascas, terremotos, tsunamis. Não há dúvida de que mudanças profundas no atual modelo econômico de esgotamento dos recursos da natureza são urgentes.
Outro
aspecto de grande relevância é saber que medidas legais
serão adotadas e de que forma atuarão os poderes
públicos para coibir as barbáries cometidas contra
animais indefesos em espetáculos ditos de lazer, como a farra
do boi, rodeios e vaquejadas, rinhas de galo, além do terrível
tráfico de animais silvestres. Não se pode conceber que
o homem continue a infligir aos animais o suplício de
sacrifícios e sofrimentos extenuantes, pois isto deveria
ser tipificado como crime contra a vida sem direito à fiança.
A sociedade não pode permanecer indiferente a essas práticas
sórdidas e degradantes. Deve-se exigir que a classe política
assuma a responsabilidade de desenvolver ações
concretas visando proteger a natureza e a vida do planeta. Não
se pode pecar por omissão nem aceitar que esse tipo de crime
pareça algo de somenos importância. Creio que seja
fundamental votarmos no político que esteja comprometido em
cuidar dos animais como nossos irmãos de caminhada; do meio
ambiente como a fonte límpida do ar que respiramos e do
alimento que nos nutre.
ooo