Pesquisas com células-tronco
Luiz Maia
A Câmara dos Deputados
está de parabéns por ter aprovado, na noite desta quarta-feira, 2 de março de
2005, o projeto de Lei de Biossegurança que libera pesquisa com células-tronco.
Toda a comunidade científica brasileira e a população em geral comemoram o
projeto que autoriza a pesquisa com células-tronco de embriões obtidos por
fertilização in vitro. A pesquisa, no entanto, ficará restrita aos embriões
congelados há mais de três anos. O dia 2 de março de 2005 entrará para a
história como sendo o dia da libertação de milhares de pessoas que são
portadoras de algum tipo de deficiência física, aqueles muitos que têm doenças
degenerativas como o diabetes, o mal de Parkinson, esclerose multípla,
osteoporose, distrofia muscular progressiva, o mal de alzenhaimer, etc. Com o
avanço da nova medicina regenerativa para o Brasil, todos eles têm agora
esperanças para o seu tratamento.
Agora o que eu não concebo é que uma decisão tão importante como essa fique
à mercê da boa vontade de parlamentares, que, em última análise, costumam
legislar muito mais em causa própria do que a favor dos verdadeiros anseios e
necessidades da população como um todo. Desta vez as pessoas saíram
vencedoras porque prevaleceram o bom senso, a pressão da sociedade. Vingou a
sensibilidade da maioria dos deputados, mas se o projeto fosse arquivado,
atendendo a pedidos da Igreja e de setores anacrônicos da sociedade, o que
estaríamos comemorando hoje? Fica aqui o alerta para que todos nós sejamos
partícipes das grandes decisões deste País.
ooo
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