Empregada doméstica
Luiz Maia
O emprego doméstico, no Brasil, é uma herança da cultura escravocrata. Talvez seja por isso que não é tratado com a dignidade e o respeito que merece. Sequer é reconhecido como uma profissão de grande responsabilidade e confiança, que exige, a cada dia, maiores qualificações e competências de quem a exerce. A legislação trabalhista, por exemplo, ainda nega a essa categoria profissional alguns direitos como jornada de trabalho e hora-extra; e só recentemente passou a lhe conferir direitos consagrados, como carteira assinada, férias, 13º salário. E ainda assim, muitos empregadores lhes negam esses benefícios trabalhistas. O que seria de nós se não fossem as empregadas domésticas para administrar nossos lares?
Poucos
são os que reconhecem a importância que elas têm
quando os patrões se ausentam, deixando as casas sob a
responsabilidade delas. Principalmente hoje em dia, quando as
mulheres passaram a trabalhar fora, ficando as tarefas do lar a cargo
dessa laboriosa classe. Todos deveriam ter, por princípio, o
reconhecimento pelo trabalho dessas pessoas, que desempenham um papel
de suma importância, pois lavam e passam nossas roupas, cuidam
das crianças, fazem a comida que comemos e organizam a casa da
gente todos os dias. Seria pouco confiar tantas tarefas sem que
houvesse respeito e confiança mútuas? Claro que não.
Essas pessoas merecem de todos respeito e consideração.
Não podemos prescindir do seu nobre trabalho,
nem do seu convívio entre nós.
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