Chama do bem
Luiz Maia
Para estar de
bem consigo mesmo, seria necessário primeiro pensar no outro, conviver
harmonicamente com a comunidade. Como diz o autor de "Uma vida que vale a
pena", Bo Lozoff, a auto-estima não pode ser considerada se vier através
de uma ação isolada de puro individualismo. Ele tem razão pois o exclusivismo
anda na contramão do bem viver. Como podemos nos sentir plenos, quando
ignoramos os problemas que afetam os amigos ou um parente nosso? Como viver
feliz se negamos a oportunidade de tornar a vida plena? Essa negativa se
expressa ao deixar fugir a chance de fazer o bem, abraçar e beijar os amigos
quando se tem vontade, de exercer a plenitude e naturalmente a sexualidade.
Portanto, a auto-estima e a alegria são dádivas que recebemos quando somos
solidários e pensamos no conjunto da sociedade.
Existem muitas coisas que podemos realizar e que só nos fazem bem, enquanto
outras têm feito a infelicidade de muitos. Se olharmos a vida com mais transparência,
podemos refletir sobre a naturalidade do nosso agir. Principalmente sobre
a sinceridade da expressão dos sentimentos, a necessidade do ser humano ser autêntico
para poder dar vazão à solidariedade, ao seu espírito altruísta. Existem várias
maneiras de sermos plenos quando partilhamos com o próximo, sem deixar de
sermos inteiros. Reside em cada um de nós a chama daquilo que chamo do bem.
Essa chama, quando acionada, tem um poder transformador. Somente assim podemos
tornar a vida e o mundo muito melhores!
ooo
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